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Origem do Purim

Origem do Purim

Centro de Cultura Judaica

  • Autor: O Mundo Cabe em SP
  • Data da Publicação: terça-feira, 18 março 2014. 16:19
  • Categoria:
  • Endereço: Rua Oscar Freire, 2500, Sumaré
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Album


O Purim é uma data festiva comemorada, neste ano, no dia 15 de Março (em hebraico, Adar) e as voluntárias do Grupo Era Uma Vez, nos contaram a história de coragem da Rainha Ester e a luta entre Mordechai e Haman para explicar a origem de Purim. O Grupo Era Uma Vez e é um programa social do Centro de Cultura Judaica, os voluntários atendem principalmente instituições carentes, pois o intuito principal é justamente levar uma opção de lazer para quem não tem opção.

Grupo_Era_Uma_Vez_MundoSP

Sentadas em pufs coloridos as senhoras nos contaram a história de um Rei da Babilônia chamado Achashverosh que durante um banquete em comemoração à transferência da capital do reino para a Pérsia, enebriado pelo poder recém adquirido e pelo vinho, começou a contar as maravilhas de seu reino e as belezas de sua esposa, a Rainha Vashit. Um outro convidado também inflado pelos prazeres do vinho provocou o Rei para que ele apresentasse diante de todos a anunciada beleza da rainha. Vashit recusou-se a obedecer o pedido porque julgou que seria humilhante mostrar-se para os convidados como se fosse uma escrava. A desobediência da rainha foi punida com sua morte.

Sozinho o Rei Achashverosh tornava-se cada vez mais triste, então começou uma grande busca entre todas as mulheres do reino para descobrir qual dentre elas teria a beleza merecedora do Rei. Em uma das províncias do reino uma mulher chamada Ester vivia com o seu tio Mordechai por que era órfã de pais, ela não se preocupava com o dia em que seria chamada pois sabia que era pobre demais para se igualar ao rei, mas seu tio ainda assim temia por conta da origem judaica da moça.

Quando enfim chegou o dia em que Ester foi chamada para ser vista pelo Rei, ela foi vestida simplesmente, do modo como se vestia no cotidiano e foi exatamente a sua humildade que cativou Achashverosh e depois de colocar os olhos na moça ele não quis conhecer mais ninguém e então ela foi coroada Rainha. Muito sabiamente a moça conseguiu disfarçar suas origens, mas sem deixá-las de lado ela até comemorava o Shabbat!

Certo dia Ester perguntou ao Rei porque seu conselheiro não era judeu, já que a maioria dos reinos vizinhos possuía um judeu como conselheiro real. Achashverosh respondeu que não conhecia nenhum judeu digno do cargo, mas Ester  recomendou Mordechai e o rei o nomeou. Logo depois, Mordechai descobriu uma conspiração para matar o rei, e contou para Ester e ela contou para seu esposo.  Achashverosh ficou muito agradecido pelo gesto de Mordechai e escreveu em seu livro real que sua vida foi salva pelo conselheiro judeu.

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Nessa altura da história aparece o vilão, as contadoras explicaram que se tratava de um vilão muito poderoso e por isso seu nome não poderia ser pronunciado e nem ouvido, mas para continuar a história todos nós deveríamos fazer muito barulho batendo os pés no chão, batendo palmas e gritando para abafar o nome. Aqui nós adaptaremos a linguagem e o nome do vilão aparecerá sempre riscado.

Haman era um dos homens mais poderosos do Reino e por isso exercia grande influência sobre o Rei Achashverosh, ele também nutria um ódio pelo povo judeu desde os tempos de seu avô e odiava especialmente o tio de Ester, pois um dia convenceu o Rei a fazer um decreto que obrigasse todos os plebeus à curvar-se diante de si e Mordechai se recusava a cumprir o decreto, pois era judeu e sabia que somente Deus era digno de reverências.

Pensando em como destruir os judeus Haman conveceu novamente o Rei a elaborar um decreto para exterminar o povo judeu em um dia que ainda seria sorteado e caiu no dia 13 de Adar. Mordechai soube do decreto e rasgou suas vestes em sinal de tristeza e se dirigiu imediatamente ao palácio para contar o ocorrido à sua sobrinha.

Enfim chegara o momento de Ester revelar sua origem à Achashverosh e tentar salvar seu povo, mas de acordo com as regras do reino ninguém, nem mesmo a esposa do Rei, poderia entrar nos aposentos reais sem ser anunciada. Então ela pediu aos judeus que orassem e jejuassem por três dias e Ester também fez o mesmo. Ao fim dos três dias Ester foi falar com o rei.  Vestiu as roupas reais e se pôs diante da porta dos aposentos de Achashverosh; o Rei, apaixonado e emocionado com a beleza da esposa, a chamou e disse que lhe daria o que quisesse, ainda que fosse metade do Reino ao que ela respondeu que desejava fazer o pedido durante um banquete em que estivessem presentes somente ela, o Rei e Haman.

Naquela noite, o Rei não conseguiu dormir e, para se distrair, resolveu ler o livro real onde estava escrito que um dia sua vida fora salva por Mordechai, então uma nova preocupação atribulou Achashverosh, pois ele ainda não havia retribuído seu salvador.

No dia seguinte o Rei encontrou Haman e aproveitou para pedir-lhe um conselho sobre o que fazer para prestar grandes homenagens à alguém muito querido, cheio de soberba Haman acreditou que se tratava dele e respondeu que esse alguém deveria receber as roupas reais e desfilar montado no melhor cavalo do rei sendo puxado pelo membro mais alto da nobreza. O Rei ficou satisfeito com a resposta e respondeu então que Haman deveria puxar o cavalo que levasse Mordechai vestido de Rei. Haman ficou furioso a humilhação e mandou que fizessem uma forca gigante, pois queria que Mordechai fosse enforcado no dia 14 de Adar.

Quando chega a noite o banquete marcado por Ester acontece e ela decide revelar sua origem e também disse que alguém ameaçava a vida de seu povo, Achashverosh ficou ainda mais preocupado e perguntou quem seria essa ameaça, Ester não responde, mas simplesmente aponta para Haman. Cheio de cólera por ver sua querida esposa e seu povo ameaçado o Rei ordenou que Haman fosse enforcado na forca que havia preparado para Mordechai. Porém isso não resolvia a ameaça já que um decreto real não poderia ser desfeito, então Achashverosh lançou um novo decreto dando permissão para os judeus se armarem e se defenderem no dia 13 de Adar.

Então, o dia de Purim (vem da palavra pur que em hebraico significa sorteio) serve para celebrar a vitória do povo judeu sobre seu opressor, é o dia em que a tristeza da morte se transformou na alegria da salvação. Nesse dia as crianças judias se vestem com fantasias, os amigos compartilham alimento e fazem caridades para comemorar.

Centro da Cultura Judaica

O Centro da Cultura Judaica funciona de terça a domingo das 12 às 19h.

Site: http://www.culturajudaica.org.br/

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