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Especial Índia – Lendas Indianas

Especial Índia – Lendas Indianas

O Mundo Cabe em SP
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Os contadores de história Andrea Prior e Maurício Sterchele vieram vestidos à caráter, e entraram em cena com um instrumento musical muito curioso que parecia uma caixinha protetora do som, que saía preguiçoso quando uma pequena porta era aberta, chamada harmônio. Então, os contadores cantaram uma música para introduzir suas histórias e as crianças ali presentes foram pouco a pouco mergulhando na criação do mundo e nós mergulhamos novamente em outro país.

A primeira história abordava a crença Hindu sobre a Criação do Mundo de acordo com a crença Hindu os primeiros tempos eram chamados de Grande Noite de Brahma , em que os primeiros tempos eram chamados de Grande Noite de Brahma, e, por quatro milhões de anos tudo teria sido marasmo, escuridão e ouvia-se apenas o som do Om, que até hoje é repetido nas meditações e durante a Yoga. O Om teria dado origem a três deuses: Brahma (responsável pela criação do universo), Vishnu (responsável pela preservação do universo) e Shiva (responsável pela destruição do universo).  Ganesha representaria o próprio universo, ele o teria aspirado antes mesmo deste ser criado e ser projetado em sua barriga, assim Brahma pôde criá-lo seguindo esse modelo.

Usando instrumentos musicais indianos, movimentos de dança e mudanças no tom da voz, além da linguagem acessível ao vocabulário infantil, os contadores fizeram o que parece impossível atualmente: manter as crianças com os ouvidos atentos para histórias antigas. Eles davam a impressão de que até as lições mais difíceis poderiam ser explicadas daquela maneira.

E assim as lendas indianas continuaram:

Ganesha – História do Deus com Cabeça de Elefante, filho de Shiva e de Parwati, e de como ele adquiriu esta forma.

Certa vez, a Deusa Parwati ficou muito tempo sem a companhia do Deus Shiva, inventor da Yoga. Seu esposo costumava perder a noção do tempo quando saía para meditar. Para se distrair, Parwati foi banhar-se no rio, misturando o sândalo utilizado no banho com a areia, modelando um bebê e dando-lhe vida. Nascia Ganesha.

Seu filho cresceu e aprendeu tudo que podia sobre as artes da guerra e da meditação. Quando já era moço, Parwati pediu que Ganesha vigiasse a porta da casa de onde moravam enquanto ela cuidava de outras coisas. Enquanto isso, Shiva sai de seu estado meditativo e volta pra casa, encontrando Ganesha guardando a porta. Como eles não se conheciam, ele impediu o pai de entrar em casa. Abrindo seu terceiro olho, Shiva atacou o próprio filho e arrancando-lhe a cabeça. 

Parwati ficou furiosa ao saber do ocorrido e quando deuses ficam furiosos, coisas terríveis como terremotos, tempestades e tsunamis acontecem. A fim de acalmar a fúria da esposa, Shiva saiu em busca de algum animal que estivesse dormindo para o lado errado (na Índia, deve-se dormir com a cabeça virada para o Norte), até que ele encontrou um elefante, arrancou-lhe a cabeça e conectou-a em Ganesha, ressuscitando o filho. Além disso, Parwati exigiu que seu filho fosse adorado antes dos outros deuses em todas as celebrações.

Eles ainda contaram outras lendas indianas, mas há muitas outras na publicação de autoria de Andrea Prior (Ed.Salesiana). E para encerrar colocaram as crianças em roda para um momento mais interativo com alguns mudras, que são os movimentos muito utilizados nas danças indianas, eles são carregados de significados e podem representar elementos da natureza e os deuses.

Com essa experiência aprendemos muito sobre o pensamento e a tradição indiana e também recebemos a agradável surpresa de que as crianças modernas são as crianças de sempre que aprendem novas tecnologias com a mesma facilidade e interesse com que aprendem mudras indianos, pois as crianças ainda não estão carregadas de preconceitos e, mais do que isso, estão curiosas pois têm consciência do mundo que as aguarda para ser explorado. E como diz a canção que ouvimos no início da apresentação: “Dentro de uma história existe outra bem maior, quem escuta guarda na memória e vê o mundo melhor”

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